Eu sei que parece um quadro do Fantástico, mas aqui temos mais um capítulo da série Amargo Ser Humano, com suas controvérsias estúpidas. Esse aqui é baseado numa crônica de Veríssimo, chamado “Fobias”
Eu li a crônica e logo lembrei dela ao ouvir uma conversa, de um homem elogiando o mato. Eu acho engraçado aqueles que defendem o bucólico e entopem de elogios o retorno ao primitivo, pois eles não lembram do pior de todos os detalhes: os insetos. Essa comunidade defende, animada, o sabor doce que é dormir no chão, contar histórias com todos ao redor de uma fogueira feita a mão, fazer necessidades atrás do arbusto. HEM? Há tempos que temos um artigo para essa finalidade. Ô gente, gerações se sacrificaram para a evolução humana, para não precisarmos mais do arbustinho. E vai o ingrato usar justamente o abominável.
Na sequência dos horrores, a ingratidão só cresce. “É um paraíso, a casa da praia. Não há civilização por perto. Não há cidades, carros, prédios, supermecados…” Que lindo! Em outras palavras, não teremos nada digno de século XXI, um remédio, fósforos, artigos básicos… “É, mas a gente dorme ouvindo o mar”. O mar e uma horda de insetos loucos para entrar na casa (que provavelmente é de madeira, infestada de cupins e caindo de velha). Animais de todos os tipos querendo fazer de você uma janta. E o antibiótico mais acessível está a 200 quilômetros. Eu não. Fico na cidade. Se você quer o campo, vá pastar – literalmente.

A delícia que é o campo.
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Só um p.s fora do contexto: Voltamos ao HEC original (este aqui, do WP). Fora isso, uma das frases usadas nas buscas para chegar até aqui foi: “cenas picantes de canápolis mg“. É, Tai, a putaria tá rolando solta na cidade que você sempre vai e você aí, perdendo tempo.
Escrito por Rafael 
Escrito por Rafael
Escrito por Bruna